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Notícias da Europa: Pai Pedro de Ogum recebe a Kata de S.S. Dalai Lama na sua visita a Portugal

S.S. Dalai Lama, o Líder Espiritual Tibetano na sua segunda visita a Portugal em Setembro-2007, entrega um lenço branco em seda, kata, como gesto de boa vontade, a Pai Pedro de Ogum
Dalai Lama foi responsável pela reunião de representantes de todas as religiões na Mesquita de Lisboa, num encontro histórico, carregado de simbolismo. Foi o próprio líder espiritual tibetano que fez questão de assinalar a importância do momento, no qual pautou o seu discurso pela necessidade de diálogo e compreensão entre religiões.

“Já viajei por muitos países, mas foi a primeira vez que fui recebido numa mesquita”, afirmou o XIV Dalai Lama, manifestando a sua satisfação por estar entre os representantes de todas as religiões reconhecidas pelo Estado português.


Pai Pedro de Ogum, Director Espiritual do Templo Sagrado de Umbanda esteve presente como Assistente, pois a sua luta é que a Umbanda e os cultos Afro sejam reconhecidos como Religião em Portugal e consequentemente na Europa.

Pai Pedro de Ogum é o promotor da criação da FEUCA – Federação Europeia de Umbanda e Cultos Afro que embora no seu inicio, tem como proposta,  aglutinar em seu espaço todos os Templos, Terreiros de Umbanda e de Cultos Afro na Europa para a dignificação da Umbanda e dos Cultos Afro.

Caminhos para um bom coração

Após a visita à Mesquita de Lisboa, durante a manhã, Tenzin Gyatso, o XIV Dalai Lama, esteve no Pavilhão Atlântico, onde deu uma palestra durante mais de duas horas, nas quais partilhou a sua sabedoria. Sob o tema ‘O Poder do Bom Coração’, Dalai Lama começou por esclarecer que estava ali como “um simples ser humano, igual a todas as outras pessoas” e só assim poderia comunicar com sucesso com os milhares de pessoas que foram ao pavilhão para o ouvir. Entre os inúmeros temas abordados pelo líder religioso do budismo, destaque para a importância dos valores que se têm perdido ao longo dos tempo. Dalai Lama é crítico em relação ao sistema moderno de educação, que “estimula o cérebro, mas não a mente”. A compaixão foi outro dos assuntos referidos durante a palestra. “A compaixão genuína não é ter pena de alguém. É a sincera preocupação para com os outros e não só com os nossos amigos”, afirmou, explicando que é necessário treinar até se começar a sentir os efeitos positivos no interior de cada um de nós. “Conseguir ter um bom coração, significa ter paz e prolongar a vida”, acrescentou.

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Fábio Carvalho

   
   
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