Neri Pereira, que tinha o candomblé dele na Areia Branca, em Santos, onde através do Jogo de Búzios orientava o destino de vida de pessoas, não importando o sexo, raça, credo, etnia ou cor.
Ao chegar a casa de Pai Diniz de Osum, Celso entrou em transe com seu Orixá pela 1ª vez. Após cuidar de Celso, Pai Diniz disse a ele que precisava "fazer o Santo", para assim, "criar" a energia de seu Orixá, Ogyian (Oxalá).
Celso deveria zelar por seu Ogyian, juntamente com Osum, Ajori Eleda, seu segundo santo que também rege sua cabeça. Aos 13 anos, portanto há 39 anos, Pai Celso de Oxalá se recolhia para sua iniciação".
Origens
No dia da cerimônia principal de sua iniciação, o Avô de Santo de Pai Celso de Oxalá, Baiano (Valdemiro Costa Pinto, também conhecido no meio do candomblé como Valdemiro de Xangô), estava presente e, como homenagem, Pai Diniz de Osum entregou a ele "Baiano" a responsabilidade de sua iniciação.
Pai Celso então passou a ser ser filho do axé de "Pai Diniz" e ao mesmo tempo de Valdemiro de Xangô.
O axé do Babalorixá Valdemiro ("Baiano"), assim como o de Pai Diniz, seu filho, era originalmente de rito fon. Posteriormente, "Baiano" interessou-se pelo rito Ketu, em parte devido ao isolamento em que se encontrava o Fon, também pelo seu interesse pela beleza e riqueza ritual do rito Ketu. Filiou-se então ao Axé do Gantois, na Bahia, tornando-se filho de Mãe Menininha, já falecida, axé ao qual Pai Celso de Oxalá passou a pertencer também, na qualidade de filho do babalorixá Valdemiro de Xangô.
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